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Hístorias

Délio e Marcio Canabrava

                                                                                                                                 
No Ano de 1951, Délio Canabrava, filho primogênito do Sr. Décio Canabrava e a Sra. Diva F. de Souza Canabrava, juntamente com seu pai, veio de mudança para região onde seria a cidade de Paraíso do Norte. Na época, se hospedaram na pensão do Sr. Abílio Vizzotto.
Compraram terras para o plantio de café, e pela necessidade de construir o terreiro para secagem do café, surgiu outra atividade, a Cerâmica, por volta dos anos de 1955.
Décio Canabrava relata também que em decorrência da geada por volta de 1955, seu pai Délio Canabrava, com experiência na produção de cachaça, função que desenvolvia no Estado de Minas, começou a produzir para complementar a renda da família, mas não deram continuidade porque o objetivo era a produção de café. O engenho permanece até hoje na fazenda.
                                                                                                                                          

Relatou também que na década de 1950, construíram uma pequena usina hidrelétrica, os tubos de cimentos e as valas foram abertas e construídas pelos funcionários da fazenda, que nessa época moravam e trabalhavam em torno de 50 famílias. 
                                                                                                              
Mais tarde, outros irmãos de Délio, se envolveram e trabalharam nos negócios da família.
Délio foi eleito Prefeito em 1972, tomou posse no ano de 1973 e o término do mandato em 1976.
Vice - Prefeito: Germano Sordi
Dentre algumas benfeitorias da gestão de Délio, destacamos:
  • Reparos e reformas em 12 escolas do Município (escolas Rurais)
  • Funcionamento da merenda escolar
  • Organizações das associações de pais e mestres.
  • Reforma da Prefeitura Municipal
  • Construção de 11 pontes no município
  • Reformas no Fórum
  • Melhoria na remuneração de todos os funcionários internos e externos da prefeitura
  • Construção da Escola Benjamin Constant
  • Entre outras
                                                                        
Na Foto: Fabiano Batista de Oliveira (FAPAN) Sebastião Canabrava -  Délio Canabrava  -  Ana Carolina Gongora Zuccoli Galli (FAPAN) e Anna Marize Canabrava

Márcio Canabrava um dos irmãos de Délio Canabrava, formado em Odontologia no ano de 1961, veio para a fazenda já casado com Anna Marize Canabrava em 1963, onde tiveram 5 filhos.
Em suas histórias Márcio Canabrava, conta que a primeira colheitadeira da região foi adquirida pela família Canabrava, ao qual a empresa da época era a Transparana, nessa época a empresa fez uma grande festa na cidade com a chegada da máquina (Colheitadeira Massey Ferguson).
Relatou que no início a economia da família era o café, mais tarde veio a Cerâmica, plantação de arroz e de soja.
Márcio nos relatou que a família era muito unida e seu pai gostava muito de registrar os momentos. Na foto, nos mostra uma das máquinas fotográfica, da década de 40, usada por seu pai.
Também disponibilizou uma foto do Livro Registro – da Contabilidade dos negócios da família.
                                                                                                         
Sua esposa Anne Marize foi homenageada algumas vezes, através de seu dom artístico de pinturas, esculturas e mosaico, incluindo o Brasão que fez do portal de entrada da cidade, em 2016.
                                                                                                                              
Correio da época
O casal foi homenageado em 2006 na casa da Cultura, no livro escrito pelo Sr. Zé do Correio, o José Thomaz, que chegou ao “Inferno Verde” nome do município na época, no início dos anos 40, onde se descreve como o “mensageiro do amor” e cupido do casal.
                                                                                                                           
Seu filho José da Silva, relata que seu pai José Thomaz no início dos anos 50, proprietário do armazém de secos e molhados, para atender os colonos desde 1947, quando começaram a chegar os primeiros colonos ao “ Inferno Verde”, dona Lazarina fez sêo Leôncio mudar para Paraíso do Norte, ia fazer compras em Londrina, e na volta passava em Paranavaí (Fazenda Velha Brasileira) para pegar cartas destinadas ao acampamento dos colonos.
                                                                               
Ali dispunha as cartas numa caixinha e os fregueses que vinham comprar seus produtos, como fumo, banha, querosene, velas, sal, açúcar, etc, procuravam a carta que porventura, alguém de onde viera, lhe havia enviado.
Muitos queriam responder as cartas, mas mal sabiam ler e escrever. Por isso, meu pai – e eu mais tarde – ouvia o relato de cada um, escrevia no papel, fechava a carta, selava e, depois, quando ia a Paranavaí, levava as cartas e despachava daquele posto de correio. Às vezes, deixava para despachá-las de Mandaguari – cidade mais antiga da região, ou Londrina, onde sempre ia fazer compras nas Casas Alô Brasil e Gentil Moreira.
                                                                                                              




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